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MAPA registra defensivos biológicos inéditos para combater ácaros e nematoides

Produto natural e um ácaro predador são os novos defensivos biológicos que entram no mercado brasileiro.

Por Adrielle Teodoro, Campo e Negócios, 8 de junho de 2020.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou nesta sexta-feira (3/6) o registro de dois defensivos biológicos inéditos. Um dos produtos é à base de extrato de alho, que poderá ser usado para o controle de nematoides que atacam plantas. O outro é o registro de Amblysuius tamatavensis, um ácaro que controla a mosca-branca, praga que ataca a batata, tomate e feijão, entre outras culturas.

O Ato n° 26, publicado no Diário Oficial da União, também traz o registro de outros 44 defensivos agrícolas genéricos, sendo que 17 utilizam agentes de controle biológico na sua formulação, contribuindo para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional. Em todo o ano passado, foram registrados 40 produtos biológicos.

Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Bruno Breitenbach, o objetivo é estimular o uso de produtos biológicos na agricultura orgânica e convencional, aumentando o número de produtos registrados contendo microrganismos já presentes na natureza. Oito desses produtos registrados hoje poderão ser utilizados em sistemas de cultivos orgânicos.

“Vale lembrar que esses agentes biológicos são totalmente inofensivos aos seres humanos e controlam naturalmente as pragas das lavouras brasileiras. São produtos extremamente amigáveis ao meio ambiente e acreditamos que o ano de 2020 poderá ser marcado pela quantidade de produtos biológicos tornados disponíveis à agricultura brasileira”, explica.

Genéricos

O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência. “Isso acaba resultando em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira”, ressalta Breitenbach.

A maioria dos ingredientes ativos presentes nos defensivos agrícolas registrados hoje têm uso registrado nos Estados Unidos, na Austrália e em países da Europa.

Os produtos que tiveram o registro publicado foram analisados e aprovados pelo Ministério da Agricultura, pelo Ibama e pela Anvisa, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

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